closer

•23/07/2009 • 1 Comentário

closer_

 

Alice: Não te amo mais
Larry: Desde quando?
Alice: Agora, desde agora.
Larry: Eu te amo!
Alice: Tarde demais. Eu não te amo mais. Adeus.

condicional

•18/07/2009 • Deixe um comentário

Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais

dúvida

•14/06/2009 • 2 Comentários

A vida é bem canalha.

recuerdo perdido

•24/05/2009 • Deixe um comentário

“Hoy quiero saborear mi dolor
No pido compasión ni piedad
La historia de este amor se escribió para la eternidad

Que triste todos dicen que soy
Que siempre estoy hablando de ti
No saben que pensando en tu amor
He podido ayudarme a vivir…”

 

*corre, vida. corre.

meio.amor

•08/02/2009 • 2 Comentários

“Sem você passo a ter um imenso vazio, ele falou
Se eu não me cuidar
Ele me leva a alma

Tempos atrás eu comentei sobre outro amor
Que me desgastava e, então, ele me fitou
Deu de ombros e indagou

Qual afinal é este mal que você vê em me pertencer, se eu pertenço a você?”

 

*e o corte é fundo. e eu já não consigo respirar.

paulinho.a.seta.e.o.alvo.moska.

•27/11/2008 • 8 Comentários

Eu falo de amor à vida
Você de medo da morte
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros
Eu digo: “Te amo!”
E você só acredita quando eu juro

Eu lanço minha alma no espaço
Você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era?
Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu grito por liberdade
Você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar

Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

eres.para.mí

•25/10/2008 • Deixe um comentário

“temes sentir mas de la cuenta
el corazon es un musculo
si no late revienta
extraño, mirarte de lejos
de hacernos los tontos, parecemos tan viejos
tiempo…
¿quieres mas tiempo?
¿mirame la piel no ves a caso lo que siento?
tu eres para mi, yo soy para ti
el viento me lo dijo con un soplo suavecillo

y yo se que tienes miedo
y no es un buen momento para ti
ni para esto que nos viene sucediendo…”

passado.nostalgia.presente

•09/08/2008 • 1 Comentário

Alucinação

- Eu avisei! Não quiseram me ouvir!

Nesse tom, o especialista e estudioso em grupos terroristas deve ter reagido ante a estupefação que sucedeu aos ataques terroristas em Londres. Sim, como não pensar em Londres? Já não foram Nova Iorque e Madri anteriormente? Então… O que será que vem depois, Roma, Paris? Será que isso continua, que se espalha pro resto do mundo, afligindo pessoas que nada têm a ver com a disputa, uma epidemia de terror? Há alguma coisa errada no Reino da Dinamarca quando você não consegue enxergar razão em nenhum dos lados. Alguém deve estar cego. Quero acreditar que não seja eu.

Acostumamo-nos com tudo, alguém já disse, e foi muito feliz nessa constatação. Mas o “tudo” deve ser um exagero. Deve ser aquela tal de “hipérbole”, da qual ouvi falar umas mil vezes na escola. Mas começo a achar que essa é uma hipérbole sim, pero no mucho.

Afinal, ataques terroristas já começaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Acostumamo-nos muito cedo mesmo. Assistimos o tele-jornal em busca de novas informações, novos ângulos de imagem para a mesma tragédia. Como um filme que assistimos pela segunda vez, pela terceira, quarta. Já sabemos tudo o que acontece, mas ainda assim assistimos, por algum motivo. Estranha excitação de tempos de guerra:

- Vamos logo, quem sabe ainda dê pra gente assistir o primeiro bombardeio ao vivo!

Quem sabe, ele disse! Pois sim! Quem sabe eu não jogue a televisão pela janela! Sei que não seria capaz disso, mas soa bacana falar assim. Como se a minha revolta pudesse parar toda a guerra e tantos ataques que impedem que a humanidade viva humanamente.

Mas por que não? A minha revolta, sozinha, solitária, não vai significar nada. Mas e se ela não for solitária? Claro, aí não seria uma revolta de jogar televisões pelas janelas. Seria… O que seria? Não sei, mas que seria, seria…

É, Cervantes… você criou Dom Quixote e agora eles estão por todo lugar, amando as causas perdidas e atrás de gigantes disfarçados de moinhos de vento. Infezlimente, nenhum dos nossos está no poder. Quem hoje lá está, são aqueles que ganham as nossas causas perdidas. Sim, porque se a gente perde, alguém há de ganhá-las.

E assim a tela segue mostrando os acontecimentos do dia. Nesses momentos de Dom Quixote, freqüentemente me indigno. Procuro uma razão que me convença de tudo aquilo. Será que há uma razão para essa loucura? Ou a razão é uma loucura mesmo? Sai uma tímida risada. Como não bebo, uso a risada pra esquecer. Esquecer do sangue e dos rostos que a tela acabou de mostrar…

***

Já ela não, ela nasceu sorrindo. E com essa bênção, consegue muito facilmente fazer o mesmo comigo. Faz-me ver que tudo podia ser resolvido de forma tão amigável. Pra quê tudo aquilo que a TV mostra? Como é que as pessoas têm coragem de se desentender? Temos chance, ela me mostra isso. Sorrio. Ela me ajuda a conseguir paz. Quem vê pensa que a conheço muito bem, mas não… isso não é o fundamental pra se dar bem com uma pessoa, não é mesmo?

Sentar, conversar, fazer piadas e ouvir outras. Como se estivéssemos a olhar pro céu e não ver nem sinal de aviões caindo e vindo a colidir com torres, nem sinal de blood red sky ou sunday bloody sunday. Ver somente as nuvens com suas formas curiosas, ver as estrelas, ver e ser feliz. E viver em paz de verdade! Estou me entusiasmando muito de novo… vamos Dulcinéia, avante, amar e mudar as coisas!

(à Jackline Santana)

“Amar e mudar as coisas me interessa mais” (Belchior)

Henrique Fendrich

Mania de você?

•20/07/2008 • 7 Comentários

Odeio pedidos de desculpas. Principalmente quando o pedido vem de alguém que se empenha em errar sempre do mesmo jeito.
Não sei porque o ser humano insiste em se desculpar: vai cometer o mesmo erro daqui alguns dias (e às vezes nem demora tanto tempo assim). Mas fácil se desculpar por antecedência, não? Ciclo vicioso.

Pior que as desculpas fajutas, só a indiferença-mongol. Aquela cara de “Ãhn? É mesmo? Não reparei. Sério? E aí?”. Porque a essa altura do campeonato o sangue já ferveu e virar a mesa é briga de colégio perto do estrago que no fundo eu gostaria de fazer.

Aí é um blábláblá, começa a ladainha, me seguro pra continuar de boca fechada e não rezar o meu Rosário e faço cara de paisagem. Às vezes funciona. Cheguei a conclusão que uma boa cara de não-nem-eu vale mais do que partir pro ataque.

E tudo segue em frente: a criatura continua discursando, eu continuo enrolando as pontas dos cabelos depois de terminar outro cigarro, o rapaz continua cantando músicas que me fazem lembrar outros lugares e outras pessoas. No fim (fim?), ele faz uma piada, ri praticamente sozinho e eu pareço ter passado a tarde inteira de bobes.

Levanto:

- Já vai?
- Faltou alguma coisa? (ai, tenho uma lixa na bolsa, será?)
- É que você não disse nada. Quer dizer alguma coisa? (umbigo do mundo? eu?)
- Tá tudo bem (cara de paisagem ativada). Eu já volto.

 
Vez por outra me pergunto quando é que vou deixar de ser assim. Talvez quando eu deixar de ter consideração por quem não vela a pena. Porque, no fundo, eu sei que minha raiva é passageira e minha indiferença-mongol é mecanismo de defesa.

 
Consideração. Con-si-de-ra-ção. C-o-n-s-i-d-e-r-a-ç-ã-o. Bacana e todo pomposo o significado da palavra, né? A palavra em si já enche os olhos de quem vê.
Bonitinha, mas tão ordinária!

 

 

 

 

 

 

 

 

(acho que cansei. ufa!)

O avesso

•16/05/2008 • 5 Comentários

Acho que foi durante a noite
Durante uma noite
Não sei se pelo frio
Às vezes acho que foi pela luz
Mas soube que foi pelos traços
Depois foi o tempo
Com as placas e as setas
E tudo passando mais rápido
As noites que eram tardes
As tardes que eram manhãs
O espaço que virou vazio
O susto que virou pressa
Tudo o que virou silêncio
Ou foi o azul que virou vermelho
Ou o vermelho que ficou cinza
Ou o perfume que se perdeu na sala
Ou os sinais perderam o sentido
Ou foram os passos, todos iguais
Que perderam ritmo e escolheram párar
Ou o pedido que virou desculpa
Ou a promessa que virou ponto final
Ou o sorriso que virou chamado
Quando quis um tempo
E cobri todos os relógios
E evitei ver os minutos e os dias
E as palavras ficaram vagas
Onde o mesmo tempo virou mentira
E uma verdade então uniu todas as peças
Foi quando todo bem virou perigo
E eu descobri que tinha caído em todas as armadilhas